domingo, 31 de maio de 2009

As formas de desigualdade


“Sou classe média

Compro roupa e gasolina no cartão

Odeio “coletivos”

E vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos

Estou sempre no limite do meu cheque especial

Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual”

Max Gonzaga.


Aqui serão discutidas as diferentes formas de sociedade e a produção dos diversos modos de desigualdade. As castas, os estamentos e as classes sociais expressam como sociedades distintas produzem formas diferentes de desigualdade.


Castas – Para Weber, o sistema de castas obedece a uma forma específica de organização. Nas castas há a definição clara do papel dos indivíduos. Por exemplo, os membros de uma casta poderiam desempenhar determinadas tarefas, ao passo que membros de outras castas não poderiam;


A posição social do indivíduo e o seu lugar dentro da comunidade estão relacionados à casta a que este pertence. Em uma sociedade de castas permanece a hierarquização rígida, baseada em hereditariedade, profissão, etnia e religião, que definem as relações sociais entre os membros. Esses critérios são definidos pela tradição;


No sistema de castas os direitos são, por natureza, desiguais, pois os cargos públicos e as profissões não obedecem à especialização ou à competência, mas sim à hereditariedade;

As castas ainda são presentes na sociedade da índia e, atualmente, coexistem com o sistema de classes sociais;


Na Índia permanece uma organização social em que as castas têm papel social e político importante. A estratificação social hindu é marcada pela hereditariedade: o nascimento do indivíduo define a sua posição na ordem social. Assim, mesmo que duas pessoas tenham a mesma profissão, isso não as coloca em posição de igualdade, uma vez que são de castas diferentes;


Os indivíduos que pertencem a castas inferiores são considerados impuros e não podem prestar serviços a membros de castas superiores (tudo o que toca, fica contaminado);


A complexidade do sistema de castas entre os hindus envolve não só elementos políticos e econômicos, mas questões culturais seculares. A combinação entre esses elementos forma uma organização social particular no processo de construção das desigualdades sociais;


Estamentos – Entre os séculos IX e XIV, a sociedade feudal européia tinha sua organização social baseada em estamentos: nobreza, clero e servos. Os estamentos eram organizados pela honra, linhagem e hereditariedade. A hierarquia baseava-se nos valores culturais e na tradição;

A sociedade feudal exigia que cada estamento desempenha-se uma função necessária à manutenção do grupo;


Os estamentos garantiam privilégios para alguns indivíduos ligados à honra. Os que dominavam (nobreza e clero) eram os que se destacavam no código de honra daquela sociedade. As atividades guerreiras, sacerdotais e da administração pública, assim como a propriedade de terras, eram privilégios dos estamentos dominantes;


A relação existente entre servos e senhores feudais fundava-se nos laços entre servir e proteger. A servidão garantia a proteção do senhor feudal e impedia que o servo fosse desamparado por lei;


A sociedade estamental mantinha-se como base numa relação pessoal de fidelidade e submissão à Igreja, mantida pelo proveito tirado da exploração do trabalho servil;


O senhor feudal era subordinado ao rei; na base ou estamento inferior ficava o servo. Cabe ressaltar que do servo ao rei todos eram ligados por obrigações e fidelidade;


Classes sociais – Para entender o mecanismo das classes sociais no Capitalismo, vamos estudar as definições de Marx e de Weber.


Karl Marx

Para Marx, a apropriação dos bens de produção por si só estabelece uma estrutura social desigual. O operário produz num processo social, mas o capitalista se apropria do produto de forma particular; assim, o operário produz a riqueza e o capitalista se apropria dela;


A sociedade capitalista está estruturada em classes sociais bastante distintas, entre as quais as principais são a burguesia e o operariado (proletariado);


A divisão da sociedade capitalista em classes é produzida, segundo Marx, pela própria relação entre os homens, já que pertencer ou não a uma classe não é uma escolha individual nem opção;


A propriedade privada exige trabalho assalariado, e assim o lugar que as pessoas ocupam na divisão do trabalho é que define a classe social. Para Marx, as relações sociais são constituídas pelo modo como os homens produzem sua vida. Assim, a definição das classes se dá com base na produção e na reprodução das relações sociais específicas;


Max Weber

Para Weber, a sociedade sustenta-se em três dimensões distintas: a econômica, a social e a política.


Econômica – baseada na riqueza, na posse e na renda;

Social – baseada na honra e no prestígio;

Política – baseada no poder;


Weber entendia que um indivíduo poderia ser muito bem-sucedido e estar no topo no âmbito econômico, mas poderia, ao mesmo tempo, não ter honra nem prestígio suficientes para estar no topo do âmbito social;


Dessa forma, pode-se perceber que, segundo Weber, podemos considerar pertencentes a uma mesma classe as pessoas que têm as mesmas oportunidades na vida, por isso ter ou não ter propriedade é um dado fundamental para entender as classes sociais capitalistas;


Atualmente, as classes sociais são classificadas em A, B, C, D e E, com base na capacidade de consumo de alguns bens;

7 comentários:

  1. Juliana
    Cara, seu blog esta me ajudando muito, tbm sou prof.
    Obrigado.

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  2. -Está me ajudando bastante,recomendo para quem vai prestar vestibular assim como eu.

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  3. Bom demais seu blog! Não para de postar, suas explicações me enriqueceram muito. Parabéns e... Obrigada :)

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  4. Muito bom esse blog, me ajudou de forma inigualável!
    Parabéns.

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  5. Muito bom!Parabéns pelo trabalho. E agradeço.

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  6. muito bom o trabalho, me ajudou bastante obrigado...

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