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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seminário - Movimentos Sociais


Druguinhas e druguinhos!

Saca só o que está pegando no 2º ano do Ensino Médio no colégio dos Professores de Assis...
Os colegas estão construindo seminários sobre os novos movimentos sociais, que surgem em meados da década de 60 para lutarem por melhores condições de vida!

Quem "mostrou a cara" desta vez foram as garotas Gláucia, Izabela e Joyce evidenciando o protagonismo histórico-social do movimento hippie. Ficou estampada nesta exposição a luta por uma sociedade mais pacífica, negadora do conflito armado (contexto da guerra do Vietnã) e por uma organização produtiva distanciada dos padrões de consumo existentes no mundo capitalista. Sem esquecer, é claro, de uma das experiências mais fantásticas que a música conheceu: o festival de Woodstock, no ano de 1969.

Veja um dos vídeos usados no seminário:



Abraços boquianos!
Até o próximo post!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Música: New wave índio - Mukeka Di rato


Hey Druguinhas e Druguinhos!!


Essa sonzera hardcore da banda capichaba Mukeka Di Rato nos ajuda a pensar nos desdobramentos da colonização européia em territórios brasucas, evidenciando os povos índigenas dos dias de hoje enquanto aculturados, enquanto consumidores de produtos ligados à Indústria de massa, principalmente os enlatados norte-americanos. Surgem algumas questões: Qual o grau de conhecimento que temos sobre os povos indígenas que habitavam o litoral brasileiro? Será que os livros didáticos tratam bem aquela realidade ou escondem ideologias dominantes? Seriam os índios selvagens, preguiçosos, sem alma ou heróis? Demorou pra vc pensar sobre isso?





O índio tá vestindo camisa escrito USA
O índio tá assistindo um seriado na TV
O índio tá aprendendo a violência na "telinha"
O índio tá usando a violência em você!
O que é o índio? Esse eu não sei!
Só conheço o Batman e o Superman!
I wanna speak Tupi Guarani!!!

Música: Sampa - Caetano Veloso

Olá Druguinhas e Druguinhos!

A música Sampa de Caetano Veloso evidencia muito bem a discussão em torno do conceito de etnocentrismo: o ato de valorizar o eu/nosso cultural em detrimento de uma outra cultura, que é rebaixada, inferiorizada. Repare que a letra apresenta uma personagem que chega na "selva de pedras" de São Paulo e logo recebe um choque cultural, numa relação de total estranhamento. Vale a pena fazer esse trabalho de reflexão!



Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

domingo, 16 de agosto de 2009

Conceito de Cultura


CULTURA E DIVERSIDADE CULTURAL

Conceito de cultura: Segundo o sociólogo inglês Raymond Williams, a palavra cultura vem do latim – colere – e definia inicialmente o cultivo das plantas, o cuidado com os animais e também com a terra (por isso, agricultura);

Definia, ainda, o cuidado com as crianças e sua educação; o cuidado com os deuses (seu culto); o cuidado com os ancestrais e seus monumentos (sua memória);

Chegaríamos ao sentido mais comum do termo em nossa sociedade: o homem que tem cultura é o homem “culto”. Mas, se pensássemos em cultura apenas nesse sentido, teríamos que perguntar: só quem lê muito, quem passou um longo tempo na escola é que tem cultura? E o bóia-fria, o operário, o comerciante, estes não têm cultura?

Numa outra perspectiva, poderíamos responder que cultura é cinema, pintura, teatro, as manifestações artísticas em geral. Nesse caso, só os artistas é que teriam cultura? Mas e as festas populares, as crenças, as chamadas tradições, seriam o quê?

A maneira de agir, pensar e sentir de um grupo de pessoas ou classe social seria ou não cultura? O “modo de ser” dos brasileiros tem algo a ver com “cultura”, com “cultura brasileira”?

Antes de tentar responder a essas perguntas, devemos partir, especificamente, da compreensão do próprio conceito. Pensar em cultura requer que se pense, inicialmente, em sua relação com outros dois conceitos fundamentais: o de civilização e o de história. Foi na Europa, a partir do século XVIII, que o conceito de cultura passou a ser associado ao conceito de civilização. Os pensadores do período, preocupados em estudar o homem e a sociedade, pensavam a relação entre o conceito de cultura e de civilização de maneiras diversas, como aponta a filósofa brasileira Marilena Chauí.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): cultura seria definida como bondade natural, solidariedade espontânea. A essa ideia positiva de cultura, Rousseau opunha a ideia negativa de civilização. O conceito de civilização era pensado como aprisionamento da bondade humana natural, por meio de regras e convenções artificiais e exteriores ao homem;

Voltaire (1694-1778) e Kant (1724-1808): cultura e civilização representavam, ambas, o processo de aperfeiçoamento moral e racional da sociedade.

Hegel (1770-1831): Compreendida em sua relação com a história, a cultura é definida como o conjunto organizado dos vários modos de vida de uma sociedade. Segundo o filósofo alemão, a cultura resultaria da forma de ser dos homens (“Espírito Mundial”). Assim, a concepção de cultura estaria relacionada com as formas como os homens vão compreendendo, representando e se relacionando com os vários elementos componentes de sua existência: o trabalho, a religião, a linguagem, as ciências, as artes e a política.

Os estudos antropológicos: A antropologia, como ciência, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVIII com a expansão colonial européia. Novos territórios vinham sendo descobertos e ocupados pelas potências européias (principalmente a Inglaterra) e novos povos (considerados primitivos, quando comparados com a sociedade ocidental) eram contatados. Era preciso conhecer seus hábitos, costumes e valores, principalmente para melhor domina-los. A antropologia surgiu, como se pode deduzir, como conseqüência da política imperialista e com o intuito de auxiliá-la. Ao longo do tempo, porém, a atuação dos antropólogos desenvolveu-se de maneira mais independente e num sentido muitas vezes oposto ao que deles se exigia.

Nas últimas décadas, o estudo do “outro” (outros povos, suas crenças e costumes) passa a se desenvolver no sentido político de mostrar que diferenças culturais não significam inferioridade nem justificam a dominação. Por essa razão, a antropologia ajudou a desqualificar o etnocentrismo (isto é, a tendência a valorizar a própria cultura, tomando-a como parâmetro para avaliar as demais) e a admitir o relativismo cultural. Para ela, cada sociedade possui o direito de se desenvolver de modo autônomo, não existindo uma teoria sobre a humanidade que possua alcance universal, e que seja capaz de impor-se a outras, com base em qualquer tipo de superioridade.