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terça-feira, 16 de março de 2010

O HOMEM É UM ANIMAL SOCIAL

Lendas e mitos relatam histórias de heróis que, mesmo crescendo no isolamento, tornam-se humanos - Rômulo e Remo, Tarzan, Mogli -, apresentando comportamentos compatíveis com os demais seres humanos. Entretanto, para se tornar humano, o homem tem de aprender com seus semelhantes uma série de atitudes que jamais poderia desenvolver no isolamento. Já entre as outras espécies de animais, uma cria, mesmo separada do seu grupo de origem, apresentará, com o tempo, as mesmas atitudes de seus semelhantes, na medida em que estas decorrem, sobretudo, de sua bagagem genética e se desenvolvem de forma espontânea.

O cienasta alemão Werner Herzog trata justamente desse tema em seu filme O enigma de Kaspar Hauser, de 1974. Baseado no livro do austríaco Jacob Wassermann, ele mostra como um homem criado longe de outros seres de sua espécie é incapaz de se humanizar, não conseguindo desenvolver aptidões e reações que lhe dêem identidade e possibilidade de interagir satisfatoriamente com seus semelhantes.




Portanto, para que um bebê humano se transforme em um homem propriamente dito, viver e se reproduzir como tal, é necessário um longo aprendizado, em que as gerações mais velhas transmitem às mais novas suas experiências e conhecimentos. Essa característica da humanidade dependeu, entretanto, da nossa capacidade de criar símbolos que constituem as linguagens, por meio das quais somos capazes de nos comunicar, transmitindo aos outros o legado de nossa experiência de vida, compartilhando os sentidos que a ela atribuímos.

Dessa forma, o homem, transmite suas experiências e visões de mundo utilizando a comunicação, estabelecendo-se uma íntima indentidade entre linguagem, experiência e realidade, que é a base do imaginário e do conhecimento humano.

Fonte:

COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2005.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Indivíduo, Identidade e Socialização

A Sociologia trata o indivíduo como um produto social. Mas como explicar a ideia de individualidade?

Oriente e sociedades indígenas: Os indivíduos são elementos indissociáveis da sociedade;

Europa: A consolidação do capitalismo reforçou a ideia de que os indivíduos são autônomos;

DURKHEIM (1858-1917) – A sociedade prevalece sobre o indivíduo!

--> Fatos Sociais: Regras coletivas que orientam a vida dos indivíduos em sociedade.

Exteriores: Padrões de comportamento criados pela coletividade;
Coercitivos: Os padrões de comportamento devem ser seguidos pelos membros da sociedade, com punição em caso de desobediência;
Gerais: Comum a todos do grupo;

WEBER (1864-1920) – Sociedade como um conjunto de ações individuais!

--> Ação Social: Só existe quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, com base em suas ações, com os demais!

São quatro os tipos de ação social:

Tradicional – Determinada pelo costume;
Afetiva – Determinada pela emoção;
Racional (com relação a valores) – Orientada pela crença em um valor importante
Racional (com relação a fins) – Determinada pela finalidade; para obter o resultado necessário;

MARX (1818-1883) – A relação entre indivíduos e sociedade só podem ser estudadas em conjunto com as condições matérias (materialismo histórico)!
Os homens estabelecem relações sociais entre si para utilizarem os meios de produção e transformarem a natureza;

--> Luta de Classes: Motor da História!

Capitalistas: Detentores dos meios de produção;
Proletariado: Detentores de sua força de trabalho;

Sugestões de leitura:

DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. Editora Martin Claret, 2001.

MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global,1986.

WEBER, M. Ensaios de Sociologia. Editora LTC, 1982