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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Começar é um bom negócio!

Olá druguinhas e druguinhos!

Disponibilizo aqui essa leitura indispensável sobre a história da Sociologia. Vale a pena para compreender o contexto histórico-cultural de surgimento desta ciência moderna, assim como conhecer os autores clássicos que contribuíram para a construção do pensamento sociológico: Comte, Durkheim, Weber e Marx.

O texto é de Carlos Benedito Martins, sociólogo, graduado e mestre em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo.

A seguir, um fragmento do livro:

"Este livro parte do princípio de que a sociologia é o resultado de uma tentativa de compreensão de situações sociais radicalmente novas, criadas pela então nascente sociedade capitalista. A trajetória desta ciência tem sido umaconstante tentativa de dialogar com a civilização capitalista, em suas diferentes fases.

Na verdade, a sociologia, desde o seu início, sempre foi algo mais do que uma mera tentativa de reflexão sobre a sociedade moderna. Suas explicações sempre contiveram intenções práticas, um forte desejo de interferir no rumo desta civilização. Se o pensamento científico sempre guarda uma correspondência com a vida social, na sociologia esta influência é particularmente marcante. Os interesses econômicos e políticos dos grupos e das classes sociais, que na sociedade capitalista apresentam-se de forma divergente, influenciam profundamente a elaboração do pensamento sociológico".

Link para download:

http://www.4shared.com/file/149763658/259d9549/O_Que__Sociologia__Carlos_Benedito_Martins_.html

quarta-feira, 6 de maio de 2009

As correntes teóricas da Sociologia

Saudações boquinas!

Neste post, Apresento-lhes um pouco da história dos 3 porquinhos da Sociologia! Os pensadores clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Sem esquecer de Auguste Comte e sua contribuição para os avanços das Ciências Sociais.

Com a consolidação do capitalismo na Europa, no século XIX, surge a Sociologia como ciência particular. O pensamento de Saint-Simon (1760-1830), Hegel (1770-1830) e David Ricardo (1772-1823) serviram como base para que Comte e Marx desenvolvessem teorias divergentes.

Auguste Comte (1798 – 1857)

Comte era francês, republicano e com idéias liberais que lhe permitiam elaborar suas propostas para resolver os problemas da sociedade de sua época. Para Comte, que vivia na França pós-revolucionária, a questão a ser resolvida era como organizar a nova sociedade que estava em ebulição.
A resposta, segundo ele, seria uma reforma completa da sociedade em que vivia, partindo para isso da reforma intelectual plena do homem. Modificando a forma de pensar dos homens por meio das ciências, haveria a reforma das instituições (Positivismo).
Para Comte a Sociologia deveria reconciliar os aspectos estáticos e dinâmicos do mundo natural, ou entre a ordem e o progresso, com o progresso sempre subordinado à ordem. Com estas ideias, Comte influenciou a tradição republicana na Europa e na América Latina.

Karl Marx (1818 – 1883) e Friederich Engels (1820 – 1895)

Durante o século XIX as transformações iniciadas com o invento da máquina a vapor permaneceram em ritmo acelerado, e as alterações no processo produtivo ficaram mais visíveis como o surgimento de novas máquinas, impulsionado pela descoberta de outras fontes de energia como o petróleo e a eletricidade.
Aos poucos surgiram movimentos de trabalhadores, já organizados em sindicatos, com o fim de transformar a sociedade capitalista.
Nasce o Socialismo, expresso por Marx e Engels com o objetivo de dotar os trabalhadores de condições de análise da sociedade do qual faziam parte.
Para Marx e Engels – ao contrário de Comte – não era necessária uma ciência para estudar a sociedade, mas esta deveria ser vista como um todo complexo de aspectos sociais, econômicos, políticos, ideológicos, religiosos, etc. Estes teóricos entendiam que o conhecimento científico da realidade só fazia sentido se este pudesse transformá-la.

Émile Durkheim (1858-1917)

O francês Durkheim preocupava-se, ao contrário de Marx e Engels, em imprimir caráter científico à Sociologia. Suas obras foram escritas em período de crise na França, cuja sociedade exigia reformas em sua estrutura.
Ao mesmo tempo em que a Europa passava por grande avanço tecnológico, ocorria o aumento do desemprego e, conseqüentemente, da miséria. Isso fortalecia a associação dos trabalhadores e o fortalecimento de idéias socialistas.
A questão presente na obra de Durkheim está relacionada com a ordem social, pois para ele a raiz dos males sociais estava na fragilidade da moral na época.
Durkheim propunha que a ordem social só seria obtida por meio da criação de novas ideias morais capazes de guiar a conduta dos indivíduos, neutralizando as crises econômicas e políticas.

Max Weber (1864 – 1920)

A obra de Weber está diretamente relacionada com a situação da Alemanha em seu tempo – industrialização tardia em relação à Europa Ocidental e participação na 1ª Guerra Mundial.
Weber percorre caminhos variados escrevendo sobre economia, questões religiosas, burocracia, urbanização, música, etc. Para ele o objeto da análise sociológica é o indivíduo, capaz de definir as finalidades para seus atos.
A Sociologia, segundo Weber, deveria compreender as ações dos indivíduos, atuando e vivenciando situações sociais com determinados motivos e intenções.

Sugestão de leitura:

COHN, Gabriel. Para ler os clássicos. Livros Técnicos e Científicos Editores, 1977.